1 de jan. de 2009

Novo ano

Mais um ano se inicia, com as esperanças renovadas, muitas resoluções tomadas e vontade de mudar.

Em muitos municípios brasileiros
novos prefeitos assumem seus cargos, com promessas a serem cumpridas e muito trabalho pela frente. No Rio, a era Cesar termina e tem início ao mandato de Eduardo Paes. Um político verborrágico, que, quando fala, dá a impressão de que as coisas vão melhorar, mudar mesmo. A questão é: começar trocando a "cor" da cidade de laranja para azul é uma prioridade?? Os gastos para trocas de uniformes, símbolos da prefeitura espalhados pela cidade e com comunicação são necessários neste momento.

Precisamos de alguém que veja os problemas da cidade e defina as prioridades da melhor forma possível. Entramos no verão, as chuvas e o calor estão aí e podemos ter outra epidemia de dengue. Todos devemos ter cuidados, é claro, mas o governo municipal deve também fazer a parte dele.

Assim como repavimentar algumas ruas da cidade, que são somente buracos. Não há veículo que resista a tanto impacto.

Bom, são tantos problemas que é melhor não começar a listá-los, apesar das listas serem famosas em fim de ano. Temos é que torcer e acreditar que a situação vai mudar. Pra melhor.

25 de nov. de 2008

Thugudugudá, thugudugudá....

Ok, ok... não sei se é assim que se translitera a interjeição do mundo do funk presente em diversas músicas do gênero. O fato é que elas estão presentes e a gente acaba sabendo da existência dela e de inúmeras outras. Como?? Acredito que todo mundo já tenha passado pela situação abaixo.

Você está voltando (ou indo) para o trabalho (ou para a praia, visitar alguém), dentro do ônibus (ou do metrô, do trem, da van) e, daqui a pouco, uma criatura "saca" um celular do(a) bolso(a) — porque as muitas mulheres também realizam tal proeza — e liga o tocador de música ou o rádio. No alto-falante. Pra ele ou ela — e todas as pessoas ao redor — ouvirem. É a maldição
dos celulares com opção FM e tocador de MP3 com alto-falantes.

A praga se proliferou de tal forma que é impossível escapar! Onde quer que vc esteja, sempre haverá alguém com um aparelho desses. E pode ser que esse alguém resolva compartilhar seu gosto musical com os demais presentes no transporte coletivo. Só que esse gosto musical
geralmente não é o que agrada a todos. Mas todos são obrigados a ouvir.

Uma solução para isso? Acho que somente o famoso "semancol" para perceberem que atrapalham os demais passageiros. Aguém me diz onde posso comprá-lo pra distribuir a essas adoráveis criaturas?

23 de out. de 2008

Bate, porque vagabundo tem que apanhar!

"Muitos me chamam pivete, mas poucos me deram um apoio moral
se eu pudesse eu não seria um problema social"


Protelei, mas vim! Escrevo apenas sobre coisas tristes, estou me sentindo naqueles programas da tarde, durante a semana, que só falam de tragédias. Ah, falando nisso, poderia falar do caso da Eloá, da ação da polícia, quem estava certo ou errado (a imprensa adora emitir esses julgamentos, condenar e emitir sentenças como se fosse o juiz do "reino de deus"). Porém, vou falar de outra violência. Novidade, não é?

Então, dias desses, e isso não passou na televisão, estava na rua São José, no centro do Rio, por volta das 15h, vi guardas municipais um pouco furiosos e camelôs correndo. Uma cena típica, nas ruas do centro, e que até vimos esses dias nos jornais, quando falaram sobre pirataria na Uruguaiana. Mas, talvez, o que não vira notícia de jornal é a violência das autoridades e uma estranha política de segurança pública adotada desde os tempos da ditadura de 1964. Quando passei num ponto da rua São José, havia uma multidão, em volta de um ônibus da guarda municipal, e dentro dele um rapaz apanhando dos guardas. O que ele fez? Era o que eu me perguntava.

Algumas pessoas falavam que vagabundo tem que apanhar mesmo, outras diziam que o rapaz está sempre ali e nada tinha feito. Parei e fiquei como todos olhando, sem saber o que eu poderia fazer. Gente, independente do que ela tenha feito, é assim que devem agir os responsáveis de assegurar a ordem?

O sociólogo Michel Misse, da UFRJ, em um de seus artigos, fala que, dentre vários países analisados, o bandido do Brasil é o único que não se rende. Se ele se rende, ele morre, se ele não se rende, tem duas chances: matar ou morrer. Não estou em defesa de uma parte ou de outra, estou em defesa de uma política de segurança que, de fato, seja segura. Naquela hora pensei: a violência nunca vai acabar aqui no Rio. Que política é essa em que a violência é o ponto principal? O rapaz apanhou dos guardas, nós apanhamos dos rapazes, os rapazes matam policiais, policiais matam rapazes, é um ciclo.

Uma vez perguntei a um policial por que isso. Ele disse que faz assim porque os "vagabundos" fazem assim com eles. E que os "vagabundos" chamam policiais de "vermes", marcam a cara e depois podem matá-los, quando soltos.

E o que o rapaz fez para estar apanhando no ônibus da guarda municipal? Nada que ele tenha feito justifica esse tipo de atitude da parte de quem representa o estado. Bater, matar, não resolve o problema, caso o rapaz tenha roubado. Essa política de desvalorização do ser humano, que impera no nosso país, faz dele um dos países com maior índice de crimes COM VIOLÊNCIA.

Fiquei indignada com o que vi, teria muito mais para escrever, me exaltar, gritar de raiva por tanta coisa errada que anda acontecendo. Mas, por enquanto, vou tentando não me conformar (tomar a mesma forma) da maioria da sociedade que tem esse pensamento e ficou do lado de fora do ônibus falando: bate, bate mesmo, porque vagabundo tem que apanhar!

8 de out. de 2008

Dia das crianças em ano eleitoral

Oh ! Que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
(Casimiro de Abreu, Meus oito anos.)

Ah, que saudade, do tempo em que não tinha preocupações a não ser estudar, brincar, assistir aos Trapalhões nos domingos... Mas não, atualmente minhas preocupações são outras, minha responsabilidades e prioridades são a da vida adulta e uma delas é a dúvida: em quem votar para governar minha cidade?

No dia das crianças em ano eleitoral, lendo a cobertura das eleições e a opinião de Úrsula Brando, arte-educadora, vem-me o seguinte questionamento: estamos mesmo cuidando do futuro da nossa cidade? Estão os candidatos a prefeito apostando em dar condições de uma vida mais tranquila para esses pequenos? E o investimento em educação, cultura e esporte?

O que se vê nas entrevistas são as propostas para a saúde, trânsito, combate à violência, e, por último, o investimento no futuro da cidade, ou seja, essas crianças que hoje se divertem (ou não) com brinquedos novos (ou usados por outras crianças, mas novos para quem os ganha). E as alianças entre outros candidatos e partidos, quem apoia quem,

Hoje à noite haverá debate e, ao assiti-lo, espero poder delimitar melhor quem é quem, de verdade, nesta corrida eleitoral, quais são as reais prioridades dos candidatos e escolher o melhor para todos, crianças e adultos.


3 de out. de 2008

É Fantástico!


Não sei muito como começar este artigo, pois os outros postados estão tão interessantes e lá vem eu falar de violência. No entanto, a primeira violência a ser destacada é a que os meios de comunicação têm feito. Assuntos abordados de maneira superficial, aspectos importantes de alguma matéria que são deixados de lado por jornalistas, uma enxurrada de metalinguagem com jornais que deixam espaço para falar sobre novelas que estreiarão, um jornalismo a serviço de qualquer coisa menos da utilidade pública.

Dias desses a nossa revista semanal "fantástica" entrevistou a "queridinha" dos EUA, Reese Whiterspoon, que estava aqui no Brasil para fazer uma campanha contra a violência doméstica. Imagino eu que o índice de violência contra mulher no nosso país seja alto, já que uma atriz americana se "despencou para cá", a fim de participar dessa importante campanha (imagino eu, porque os dados ainda são desencontrados, é difícil achar informações precisas sobre esse tipo de violência que acontece, muitas vezes, na casa do nosso vizinho e a gente nem percebe).

Há, ainda, na humanidade, homens que batem nas suas esposas, que as agridem verbal e fisicamente. Talvez, para aquelas que não entendem tal situação, seja fácil falar: "por que as vítimas continuam com seus homens agressivos?". Uma conversa rápida com elas pode dar essa resposta. Na maioria das vezes, esse homens fazem com que suas esposas cortem relações com familiares e amigos, tornando-as dependentes afetivamente, além de financeiramente. Depois de tantas humilhações, conseguem fazer com que suas esposas se sintam as piores mulheres do mundo, a ponto de acharem que somente esses homens irão querê-las, logo, resta a elas suportar essa companhia, antes com eles do que só. Bom, isso é o que eles fazem elas pensarem.

E, como falei, no Brasil, essa prática persiste, há homens que pensam que é assim que devem tratar suas mulheres. Muitos deles são também frutos de pais que tratavam suas mães assim, é um ciclo, no qual se torna natural tratar mulheres com agressividade. Porém, questões como estas passaram desapercebidas na "poesia" de nossa antiga garota do tempo, quando entrevistou a atriz Reese Whiterspoon, que falou o motivo da visita ao Brasil (a campanha contra a violência doméstica) e que me fez pensar: " ah agora a apresentadora vai perguntar por que ela escolheu o Brasil? Como é a campanha? Na opinião dela, por que isso acontece e qual a melhor maneira de sanar esse problema? etc etc etc). Mas não, simplesmente a jornalista se voltou para a entrevista e continuou seu papo de cumadre, perguntando sobre filhos, carreira, filmes. É Fantástico!

24 de set. de 2008

Ensaio sobre a cegueira e pessoas-abacaxis



Bom, o post inicialmemte seria somente sobre o filme
Ensaio sobre a cegueira, baseado no livro homônimo de José Saramago. Mas, antes, vou aproveitar o post anterior sobre pessoas-abacaxis, para fazer um desabafo: porque raios as pessoas conversam e comem pipoca com a maldita boca aberta dentro do cinema??

Afinal, a idéia é assistir ao filme ou ficar comentando cenas ou distrair-se com a comida durante a exibição? Isso sem falar que aqueles sacos de pipoca fazem um barulho danado (é, não basta o indivíduo comer e todos verem e ouvirem o que se passa dentro da boca dele). Essas pessoas deveriam receber uma carimbada-abacaxi no meio da testa, como disse Isis Maria no comentário. Que inconvenientes!

Mas voltemos ao filme. Depois de ler o livro e as boas críticas sobre a adaptação de Fernando Meirelles, inclusive em entrevista do próprio Saramago, fui ao cinema. Fora os contratempos, posso dizer que o filme é bom. Sim, bom. Isso porque depois de ler uma obra, quando se assiste à tranposição daquela história para a linguagem cinematográfica, sempre fica faltando alguma coisa.

Clar
o que ninguém assistiria a um filme com cinco horas de duração, mas acho que a "essência" (acho que posso classificar assim) dos personagens se perde um pouco, primeiro, porque não é mais necessária a figura de um narrador, uma vez que a descrição dos locais e gestos pode ser vista pelo cenário e ações dos personagens, outra porque os pensamentos deles, a intensidade dos sentimentos e questionamentos sobre dignidade, o que é ser humano, vale a pensa viver como vivemos atualmente, ficaram dispersos.

A intenção do diretor, de provocar o espectador, com a iluminação aberta e mistura das cenas com brancos totais ou parciais, com certeza atingiu o objetivo: é impossível ficar indiferente à tela em branco, à tentativa de enxergar a cena, quando a interposição é rápida, enfim, é um filme que vale à pena. Só não mais do que o livro.

18 de set. de 2008

E o troféu abacaxi vai para....

Até o dia 25, a prefeitura do Rio de Janeiro vai colar adesivos com os dizeres Eu sou um abacaxi para o trânsito da cidade nos carros que estiverem infringindo alguma lei de trânsito, como o estacionamento sobre calçadas, quando fecharem cruzamentos ou pararem sobre a faixa de pedestres.

A idéia é somente alertar, de forma bem-humorada, para os problemas que esses motoristas causam ao trânsito da cidade, já que não haverá qualquer tipo de punição.


A campanha é criativa, só resta as pessoas se conscientizarem que cada vez que fecham o cruzamento, param em fila dupla ou descumprem qualquer outra regra estão atrapalhando muitas pessoas e não tem o menor direito de reclamar dos "mautoristas". E que, finalmente cumpram o que aprenderam (ou deveriam ter aprendido) na auto-escola.