3 de fev. de 2011

Vendo texto, quer comprar?


Estava aqui pensando no que fazer para ter algum dinheiro em março, já que é o mês da seca, nada de grana entra, mas as contas continuam (estou falando para ver se alguém tem pena).

Minha mãe até falou que eu devia me inscrever pro Big Brother. Agora você vê, o que eu faria lá? Sou menina e pretendo ficar assim, sem abrir exceções, mesmo em tempos de escassez ou desilusões amorosas; não bebo até cair; não dou selinhos por aí e nem sou do tipo que fica amiga para sempre com quem acabei de conhecer.

Enquanto escrevo, continuo pensando em uma solução.Ah, poderia vender textos, o que acham?

Posso fazer cerimoniais de 15 anos, casamento e até velório;posso também te fazer poesias e as vendo por um precinho camarada, quer? Faço perfis de orkut ou facebook; faço torpedos para encantar a pessoa amada; escrevo e falo telemensagens. E aí, vai querer?

Só não sei ir pro BBB, nem gosto de aparecer, muito menos em TV. Sinto arrepios ao lembrar das aulas de telejornalismo na faculdade, aquela câmera apontada para mim; como ficar, falar , parar, olhar e ainda decorar o texto? Eu só sei escrever moço, é isso que eu sei e gosto, desde criancinha!

Já sei, vou entregar aqueles bilhetinhos em ônibus, com textos de minha autoria e perguntar quem pode doar qualquer centavo, só para ajudar a pagar as contas e mudar o rumo da minha vida. Quem sabe se com dinheiro ganho eu consiga uma plástica, dou um tapa no visu e me inscrevo no BBB 2012 - isso se o mundo não acabar!

25 de jan. de 2011

Tudo vai ficar bem



Voltei e mais rápido do que das outras vezes!


Não quero parecer pessimista e, por isso, vim desfazer a imagem que pode ter ficado com meus outros posts.Espero que eu consiga...


Para variar, gosto de partilhar algumas coisas que me acontecem e me levam a refletir. Vou explicar desde o início.Quer dizer, não tão início porque é uma história que começou há dez anos!


Meu pai tem um câncer, chamado mieloma múltiplo, que ataca a medula óssea e luta contra ele esse tempo que mencionei acima. Dentre recaídas e reerguidas, sobra ele - um verdadeiro herói que nem está no BBB.


Diante de mais uma recaída, uma anemia severa e todas as complicações relacionadas ao caso, ficamos vinte horas no hospital, em Araruama, para ele receber duas bolsas de hemácias concentradas. Ontem, voltamos ao hospital que ele se trata -HUPE - e,depois de muita espera normal para hospital público e para sua doença também, ele ficou internado.


E o que há de otimista nisso? Tudo!


Há cinco dias sem poder deitar, em função da falta de ar, meu pai passou mais um dia sentado numa cadeira de hospital.Cada um que se aproximava e perguntava como ele estava (ele já é conhecido lá, afinal, são 10 anos de tratamento), ele explicava tudo que tinha acontecido.Para cada um que ligava, ele falava confiante de que tudo ia ficar bem.


Ali, vi um homem - num geral impaciente - ser realmente um paciente ; vi uma mulher - minha mãe - ser verdadeiramente esposa,companheira e amiga; vi uma filha que conseguiu superar o cansaço e um amor que eu mesma nem sabia que era capaz de cuidar e falar com médicos, como se ele fosse o meu filho.Vi amigos e parentes, verdadeiros irmãos, ligando a todo tempo oferecendo ajuda e vi médicos e enfermeiros que pouco vejo em outros lugares, atenciosos e preocupados. Vi pessoas consolando outras, acompanhando seus familiares e me falando que tudo ia ficar bem.Vi amor num ambiente tão adverso!


Sai do hospital com a certeza de que Deus estava no controle e que meu pai estava seguro ali; sai com uma vontade de falar e falei o quanto eu o amo, na certeza de que o amor é o remédio mais capaz de transformar todos os males.E acho que saio uma pessoa melhor a cada dificuldade que tenho enfrentado!


Vendo pessoas e conversando com amigos que também tem problemas, vejo que todos nós, sem exceção, passamos por dificuldades. Tenho aprendido a não menosprezar os problemas dos outros, porque sofrimento é sofrimento, não importa o grau; e tenho aprendido que a grande diferença é como lidamos com tudo que passamos e ainda temos que passar na vida. Só quem sofre sabe valorizar a dor do outro, ouvir e dar a mão quando necessário; saber lidar com seus problemas e sofrimentos é aprender a ser humano e humanizar tudo o que realiza ao longo do dia, desde um olhar até as tarefas mais burocráticas.


E só me resta dizer que tudo ficará bem e pra você também...

28 de dez. de 2010

O que é isto? Não foi o que eu pedi ao Papai Noel!


O quê? Tem quase um ano que não venho aqui? Bom, acho que isso é um reflexo da falta de novidade na minha vida também.

Outro dia meus alunos me perguntaram: você tem algum blog em que você escreva teus pensamentos? Foi aí que falei do Elenco Fixo e eles me criticaram por não fazer propaganda do blog. Mas, me sinto culpada por não escrever frequentemente e, talvez, não fale dele por isso.

Tenho um monte de assuntos sobre os quais gostaria de dissertar (esta foi para os meus queridos das aulas de redação), contudo, lembrei-me agora da minha sobrinha na noite de Natal e dos meus pensamentos para o novo ano.

O que você precisa para 2011? Gostaria que você desse sua participação e conversássemos a respeito. Começo eu a minha lista:
1) Eu preciso que 2011 seja totalmente diferente de 2010
2) Eu preciso que 2011 seja melhor que 2010
3) Eu preciso fazer,em 2011, o que prometi para 2010

Acho que minha lista de necessidades ficará um pouco grande, ainda mais se eu falar sobre o que gostaria de mudança diante das mazelas sociais.

Ok, e minha sobrinha nessa história toda? Então, na noite de Natal falamos assim para ela: "acho que Papai Noel foi lá no teu quarto, olha ele, está indo embora!".

A menina saiu correndo e, olhando para a cama, disse: "o que é isto? Não foi o que eu pedi para o Papai Noel!".

E é essa a sensação que tenho ao olhar para a sociedades e para as nossas vidas.Não foi isso o que pedimos e nem é o que queremos. Mas, qual é a nossa participação naquilo que passamos? O que fazemos em favor de nós mesmos e das pessoas que vivem ao nosso redor?

É uma pergunta que, muitas vezes, nem eu sei. Parace que tento tento e nada acontece ou, talvez, esteja tentando para o lado errado ou esteja acontecendo de outra forma que não é a que eu esperava. E, com isso, não reconheço as graças da vida durante este ano de 2010.

Termino aqui me lembrando de uma delas: conheci novas pessoas, tive novos alunos, aprofundei laços que começaram em 2009 e perdi muito.Mas, como diz uma música que gosto : só quem perde na vida sabe também ganhar.

Feliz 2011 e que aconteça tudo aquilo que você REALMENTE precisa!!!

23 de dez. de 2010

Vale a pena?

Conversar com amigos é sempre bom. Ouvimos e percebemos perspectivas diferentes sobre assuntos que vivemos e às vezes não enxergamos. Em um desses problemas da vida que contava para uma amiga, ela chegou a seguinte conclusão com uma pergunta: "vale a pena?". Isso mexeu muito comigo e agora avalio a situação com outros olhos.

Não vale a pena eu me dedicar a quem não se importa com esta dedicação. Não vale a pena insistir em uma amizade de mão única. Não vale a pena querer resolver um problema se apenas eu quero conversar. Não vale a pena julgar e não ouvir, manter um relacionamento com quem não sabe ouvir críticas, com quem não entende que às vezes é preciso relevar e não se ater a pequenos problemas, porque a vida é curta e deve ser intensa. Não vale a pena deixar que uma fofoca, uma conversa com ruído estrague meus bons momentos.

Se eu tentei, insisti e não obtive resposta, esta amizade vale a pena, não vai me fazer bem, eu preciso a deixar de lado. "Amigos são poucos" e ao longo da vida a gente vai percebendo que esta frase popular faz todo o sentido. Queria entrar 2011 com tudo resolvido entre ambas as partes, mas infelizmente não será possível. E agora, que sei que não vale a pena, só posso sentir pena de uma pessoa deve estar sofrendo, mas que fez muita gente sofrer por alguém que também não se importa com os outros.

Em meio a um turbilhao de sentimentos, que foram da raiva à indignação, da fúria à tentativa de entendimento, posso dizer que estou resignada.

Vida que segue, e valendo a pena.

21 de nov. de 2010

A crise que não passou



Ufa, não sou só eu que me sinto assim. Não sei na verdade se isso é bom ou ruim, mas dá um certo alívio. E me fez refletir sobre o porquê de estarmos nos sentindo desta forma. Será o sentimento de uma geração? Será que é mera coincidência?

Somos todos jovens adultos, próximo aos 30, que não estamos satisfeitos. Temos boa formação, estudamos na área de humanas, supostamente temos o emocional mais desenvolvido, inter-relacionamos bem, alguns trabalham no que escolheram, outros não, mas, a pior semelhança é a insatisfação. Pensei que fosse só eu e mais um ou dois amigos, mas na última semana descobri que todos estamos em crise. Crise existencial.

É certo que de que todos têm problemas, alguns mais complicados, outros mais fáceis de solucionar, mas o fato é que a questão do existir paira sobre todos nós. O emprego não é o ideal, mas é o necessário para conseguir algum dinheiro e tentar melhorar. Submetemo-nos a ele. O salário é ridículo, mas as pessoas do trabalho parecem achar normal ganhar esta miséria que nos pagam. Raiva da acomodação. A vocação de uma vida profissional está sendo abalada por alunos desrespeitosos e pais alienados. Que adultos serão estes no futuro? Questionam se você luta pelo certo. Sim, queremos justiça. Você sabe que precisam do seu trabalho, mas o contrato é temporário e não renovável. Impotência. Estamos insatisfeitos, indignados e lutamos para reverter toda esta situação. Só que o tempo...

Ah, o tempo traz maturidade, traz a adaptação, a adequação, a paciência,  mas também cansa, destrói a esperança aos pouquinhos. Sabe o que é o tempo passar, você lutar, lutar muito para mudar, para que as coisas melhorarem e nada acontecer? Isso vai tirando a força, vai deprimindo.

Às vezes sinto-me em um barco sem remos ou vela, seguindo um fluxo que não sei onde vai dar. Não sou só eu que estou assim. Estamos todos em crise. Quem pode nos ajudar? Como mudar isso?

5 de out. de 2010

Gente chata, sai pra lá!



Com a vida corrida, o rádio é uma ótima companhia. Dá para ouvir em qualquer lugar, dar uma escapada do mundo com os fones no ouvido e ainda se divertir. Uso-o para relaxar com as músicas, me distrair dentro de ônibus e ainda fico rindo sozinha escutando a Hora do Blush, programa diário da Sulamérica Paradiso.

A temática do programa de ontem me inspirou neste post. Em questão estava: gente chata. Todo mundo conhece alguém que seja chato. Todo mundo já foi chato com alguém um dia. Mas há pessoas que se superam. E muito. Lembrei imediatamente das pessoas que interrompem o diálogo, preocupadas com o próprio monólogo. Sabe, quando você está falando de um assunto e a outra pessoa logo interrompe falando de algo que geralmente não tem na-da a ver com o assunto inicial? Ou quando o chatonildo resolve puxar toda a atenção para ele e começa a discursar (desta vez dentro do tema), mas querendo se promover, dizendo "isso já aconteceu comigo, mas foi muito pior/melhor", "eu já vivi algo assim, mas foi (adjetivos e mais adjetivos)" e frases do gênero? Ô gente chata.

Outro tipo chato é aquele que fala com as mãos. Melhor dizendo, com os dedinhos, "cutucando" o interlocutor. Porque com este tipo de pessoa não basta a conversa ser olho no olho, tem de ser dedo no ombro, no braço, juntamente com o famoso "mas, hein??". Ahhh, in-su-por-tá-vel.

Há outros tipos que logo se enquadram no adjetivo chato: são aqueles que teimam em imitar (sem sucesso) um personagem de tevê ou um apresentador, ou fazer piada sem graça. Acho que todo mundo tem um tio assim, que imita o Silvio Santos ou faz aquele tipo de piada: "É pa-vê ou pa-comê?" (esta piadinha inclusive foi lembrada no programa de ontem). Todo mundo também tem aquela tia chata, que sempre pergunta a mesma coisa: "já está namorando?", "quer ser o que quando crescer?", ou então solta aquelas frases: "nossa, como cresceu!", "já está no ginásio, quem diria..."[eu sei que ginásio é antigo, mas é da minha época, :-)].

É, os chatos estão em toda parte. Eu poderia falar sobre vários outros tipos de chatos, mas aí corro o risco de ser a chata que reclama dos chatos. Porque reclamar da mesma coisa também é chato.

29 de set. de 2010

Eleições sem candidatos

Pois é, mais uma eleição se aproxima e desta vez, a disputa é complicada. Para os eleitores. Principalmente na decisão quanto aos cargos do legislativo. Entre os que concorrem ao Congresso Nacional, atores, jogadores de futebol, cantores, pseudocelebridades, palhaços. Assim é difícil escolher.


Li uma explicação de um historiador na CartaCapital  sobre a origem da palavra "candidato". Vem do latim candidatus e tem origem nas vestes brancas que os antigos usavam, simbolizando a pureza (fichas-limpa da época). Para as eleições de 2010, alguns "candidatos" torceram contra a validade da Lei do Ficha-limpa, por motivos mais do que óbvios.

Sempre achei que alguns cargos públicos (os de mandato) não deveriam ser retribuídos, com remunerações ou subsídios, mas sim serem uma opção de quem realmente quer ajudar a sociedade política e economicamente. Vejamos: um vereador pode ter um emprego, desde que seja compatível com os horários que o cargo na Câmara dos Vereadores exija a presença (votações, reuniões com comissões, entre outros). Mas, e um deputado federal? Trabalha durante três dias na semana (de terça a quinta, quando não há feriados) e ainda recebe uma polpuda remuneração pelo cargo. Se os mandatos não fossem remunerados, ou recebessem uma quantia simbólica em troca do serviço prestado à Nação, duvido haver esta quantidade absurda e esta "qualidade" absurda de candidatos.

Com estas opções, fica difícil exercer a democracia. Nunca antes na história deste país foi tão difícil votar!